
O que é uma hérnia da parede abdominal?
As hérnias acontecem quando a parede abdominal apresenta um ponto de fraqueza e parte do conteúdo interno, geralmente gordura ou uma alça do intestino, passa a empurrar essa região, formando um abaulamento que pode ser visto ou percebido ao toque.
A parede abdominal funciona como uma proteção dos órgãos internos. Quando essa estrutura enfraquece em algum ponto, a hérnia se desenvolve.
Isso costuma ficar mais evidente quando há aumento da pressão abdominal, como ao:
- fazer esforço
- tossir
- levantar-se
- permanecer muito tempo em pé
Por que as hérnias surgem?
A hérnia é consequência de uma perda de resistência da parede abdominal, que deixa de conter adequadamente o que está dentro do abdome.
A parede abdominal enfraquece com o tempo?
Sim. Assim como a pele e as articulações, os tecidos da parede abdominal também envelhecem.
Esse processo é lento e muitas vezes passa despercebido, até que o abaulamento se torne visível.
Fatores que podem acelerar esse enfraquecimento incluem:
- tabagismo
- sobrepeso
- sedentarismo
- doenças que prejudicam a cicatrização

Existe hérnia “de nascença”?
Sim. Algumas pessoas já nascem com pontos naturalmente mais frágeis na parede abdominal.
Essas fragilidades podem permanecer silenciosas por anos e se manifestar mais tarde, após esforço, gravidez, ganho de peso ou mesmo sem um fator evidente.
O papel do esforço, da tosse, do peso e das cirurgias
Esses fatores geralmente não criam a hérnia sozinhos, mas atuam como gatilhos sobre uma parede já fragilizada:
- Esforço físico repetido aumenta a pressão dentro do abdome
- Tosse crônica faz a parede abdominal ser pressionada dezenas de vezes ao dia
- Excesso de peso sobrecarrega continuamente os tecidos
- Cirurgias prévias podem deixar áreas de menor resistência no local da cicatriz

Qual o médico que trata hérnias abdominais?
As hérnias da parede abdominal são tratadas pelo Cirurgião Geral, especialmente por profissionais com experiência específica no tratamento dessas condições.
O Dr. Allan Antonelli é cirurgião com atuação especializada no tratamento das hérnias da parede abdominal, dedicando-se ao diagnóstico e correção de todos os tipos de hérnias. Seu trabalho é voltado para oferecer tratamentos seguros e modernos, sempre considerando as características de cada paciente e de cada tipo de hérnia.
Formação e atuação profissional
- Residência em Cirurgia Geral Avançada pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP)
- Assistente do Grupo de Parede Abdominal do HC-FMUSP
- Doutorado em andamento pela Faculdade de Medicina da USP
- Membro do Corpo Clínico do Hospital Sírio-Libanês e da Rede D’Or São Luiz e Vila Nova Star
Essa formação e atuação em centros de referência permite oferecer um cuidado baseado em experiência clínica, atualização científica e planejamento individualizado, buscando sempre o melhor resultado para cada paciente.
Dr. Allan atende no Bairro Bela Vista em São Paulo – SP.

O que alguns pacientes dizem sobre o Dr. Allan:


Como saber se tenho hérnia?
O “caroço” que aparece e some
O sinal mais comum é um abaulamento visível ou palpável, que costuma:
- aparecer ao ficar em pé
- surgir com esforço ou tosse
- diminuir ou desaparecer ao deitar

Dor, desconforto ou apenas incomodo
A dor varia bastante. E quando surge é no local.
Algumas hérnias causam apenas:
- sensação de peso
- leve incômodo
- desconforto progressivo ao longo do dia
A dor depende de fatores como:
- tamanho
- localização
- tempo de evolução
- pressão sobre os tecidos
Sinais que costumam preocupar
Alguns sinais indicam evolução do quadro e merecem atenção:
- aumento do abaulamento
- dor mais frequente ou intensa
- dificuldade para reduzir o caroço
- endurecimento local
- impacto nas atividades diárias
Tipos de hérnias
As hérnias podem surgir em diferentes regiões do corpo. Na prática, o que muda para quem sente ou observa é o local onde aparece o abaulamento e como ele se comporta no dia a dia.
Entender isso ajuda muito a reconhecer o problema e a buscar avaliação com mais segurança.
Hérnia na virilha (Hérnias inguinal e femoral)

A hérnia na virilha é a mais comum. Um em cada quatro homens terá hérnia inguinal durante a vida.
Ela aparece como um inchaço na região entre o abdome e a parte superior da coxa.
Muitas pessoas percebem:
- um caroço que surge ao ficar em pé
- desconforto ao caminhar, tossir ou carregar peso
- sensação de peso ou pressão local

Hérnia umbilical e epigástrica
A hérnia no umbigo aparece como um abaulamento no próprio umbigo ou ao redor dele. E as epigástricas surgem acima do umbigo.
Podem ser pequenas e discretas ou tornar-se mais evidente com o tempo.


Costumam:
- aparecer ou aumentar ao esforço, podendo ou não ter dor associada
- ser mais perceptível em pé
- causar pouco ou nenhum desconforto no início (as vezes pessoas não sabem que tem, apenas acha que o umbigo sempre foi daquela forma)
- sensibilidade local ou incômodo estético, mesmo sem dor.
Hérnia no local de uma cirurgia antiga (Hérnias Incisionais)
Nesse caso, o abaulamento surge no local ou próximo a uma cicatriz cirúrgica antiga, mesmo que a cirurgia tenha sido realizada há muitos anos.

Esse tipo de hérnia costuma:
- causar perda de contorno abdominal e funcionalidade da parede
- crescer de forma gradual
- causar desconforto ao esforço
- restrição de atividades
Hérnias lombares
A hérnia lombar é uma hérnia rara da parede abdominal posterior, que surge na região lateral das costas, entre as costelas e o quadril.
Não deve ser confundida com hérnia de disco, que é um problema da coluna.
Ela ocorre quando há um ponto de fragilidade nessa região, permitindo a formação de um abaulamento, que pode aparecer ao ficar em pé ou ao esforço.

Sintomas mais comuns:
- caroço ou inchaço na lateral das costas
- sensação de peso ou desconforto local
- dor lombar leve a moderada
- em alguns casos, ausência de dor
Hérnia pode piorar com o tempo?
Sim. A hérnia tende a crescer de forma lenta e progressiva.
Com o tempo, o ponto frágil:
- se alarga
- perde resistência
- torna o abaulamento mais evidente
Algumas hérnias crescem sem causar dor intensa, mas passam a gerar:
- sensação de peso
- limitação para atividades físicas
- insegurança em movimentos simples
Ou seja, mesmo sem dor importante, a hérnia pode impactar a qualidade de vida.
Quando a hérnia vira um problema urgente

A hérnia precisa de avaliação imediata quando:
- há dor intensa e contínua
- o abaulamento endurece
- não reduz ao deitar
- surgem náuseas ou mal-estar
Como é feito o diagnóstico da hérnia
O principal passo para identificar uma hérnia é a avaliação feita pelo médico.
Durante a consulta, o médico observa e examina a região onde existe a suspeita de hérnia, geralmente pedindo para o paciente:
- ficar em pé
- tossir levemente
- fazer pequenos movimentos

Em muitos casos, só esse exame já é suficiente para confirmar o diagnóstico.
Quando os exames de imagem são necessários:
- avaliar a dimensão e conteúdo da hérnia
- o abaulamento não é claro
- a dor existe sem um caroço evidente
- a hérnia é pequena ou profunda
- há dúvida sobre o tipo ou extensão
Os exames mais utilizados são:
- Tomografia (melhor exame)
- Ultrassonografia

Sendo que eles sempre devem ser realizados enquanto o paciente faz esforço.
Essas informações são fundamentais para decidir se e quando tratar, e qual abordagem é mais adequada.
Existe tratamento sem cirurgia?
A hérnia não se fecha sozinha.
Pode ser acompanhada quando pequena e assintomática, mas não há tratamento definitivo sem cirurgia.
Medicamentos aliviam sintomas, mas não corrigem o problema.
Formas de tratar a hérnia
Cirurgia aberta
Na cirurgia aberta, o acesso é feito diretamente sobre a região da hérnia.
É uma técnica consolidada, segura e ainda muito utilizada em situações específicas.
Costuma ser indicada quando:
- paciente tem contraindicação em realizar por laparoscopia ou robótica
- em hérnia gigantes
- hérnias em locais de cirurgias prévias (incisionais) com lesões de pele associadas
Cirurgia laparoscópica

A cirurgia laparoscópica utiliza pequenos cortes e uma câmera para visualizar o interior do abdome.
Ela permite corrigir a hérnia com menor agressão à parede abdominal em comparação à cirurgia aberta.
Para muitos pacientes, isso se traduz em:
- menos dor no pós-operatório
- recuperação funcional mais rápida
- retorno mais precoce às atividades
Cirurgia robótica: precisão e conforto na recuperação

A cirurgia robótica representa um avanço importante no tratamento das hérnias da parede abdominal.
Nessa técnica, o cirurgião controla um sistema robótico que permite:
- movimentos extremamente precisos
- melhor visualização da região operada
- maior controle dos tecidos da parede abdominal
Para o paciente, os principais benefícios costumam ser:
- cortes menores
- menor trauma da parede abdominal
- menor dor no pós-operatório em muitos casos
- recuperação mais confortável
- retorno mais rápido às atividades habituais
Uso de tela na cirurgia de hérnia
Quando se fala em cirurgia de hérnia, a palavra “tela” costuma causar preocupação.
Por isso, é importante entender o que ela é, por que é usada e quando faz sentido utilizá-la.
O que é a tela cirúrgica
A tela é um material médico desenvolvido para reforçar a parede abdominal no local onde ela estava frágil.
Ela funciona como um suporte, ajudando o corpo a recuperar resistência naquela região.
Não é um corpo estranho solto nem algo improvisado.
As telas utilizadas atualmente são feitas para conviver com o organismo de forma segura.

Por que a tela é usada na cirurgia de hérnia?

A tela fica para sempre no corpo?
Sim. Com o tempo, o próprio organismo incorpora a tela, formando um tecido mais resistente naquela área.
O paciente não sente a tela no dia a dia e não precisa de cuidados especiais por causa dela após a cicatrização.
Medos comuns
“A tela pode se soltar?”
Quando bem posicionada e fixada, isso é raro.
“A tela causa dor crônica?”
A grande maioria dos pacientes não apresenta dor relacionada à tela. Dor persistente não é o esperado e deve ser avaliada.
“A tela pode causar rejeição?”
As telas modernas são desenvolvidas para reduzir esse risco. Complicações são incomuns quando a indicação é adequada.
Recuperação após a cirurgia

A recuperação após a cirurgia de hérnia costuma ser progressiva e previsível, especialmente quando o procedimento é planejado e bem indicado.
Cada pessoa tem seu ritmo, mas alguns pontos são comuns à maioria dos pacientes.
Dor no pós-operatório: o que é esperado
É normal sentir dor ou desconforto nos primeiros dias.
Na maioria dos casos, essa dor é:
- leve a moderada
- localizada na região operada
- controlada com medicação simples
Sensação de repuxamento, inchaço leve e sensibilidade ao toque também fazem parte do processo de cicatrização.
A dor costuma diminuir de forma gradual ao longo dos dias.
Movimentos e atividades nos primeiros dias
Logo após a cirurgia, o paciente já é estimulado a:
- caminhar
- sentar e levantar com cuidado
- retomar atividades leves
O repouso absoluto não é recomendado, pois o movimento ajuda na recuperação.
Retorno ao trabalho e às atividades físicas
O tempo de retorno varia conforme:
- tipo de hérnia
- técnica cirúrgica utilizada
- atividade profissional do paciente
De forma geral:
- atividades leves são retomadas em poucos dias
- trabalhos que exigem esforço físico precisam de mais tempo, a depender de qual cirurgia foi realizada
- exercícios físicos são liberados de forma gradual
Tudo isso é orientado de maneira individual durante o acompanhamento.

Hérnia em situações especiais
Hérnia em pessoas idosas
Com o avanço da idade, a parede abdominal tende a ficar mais frágil e a cicatrização pode ser mais lenta.
Ainda assim, muitas pessoas idosas se beneficiam muito do tratamento da hérnia, especialmente quando ela causa dor, limita movimentos ou interfere na rotina.
A decisão considera:
- estado geral de saúde
- presença de outras doenças
- impacto da hérnia na qualidade de vida
Operar de forma planejada é mais seguro para o paciente do que em uma urgência.
Hérnia em pessoas com sobrepeso ou obesidade
O excesso de peso aumenta a pressão sobre a parede abdominal, o que pode:
- favorecer o aumento da hérnia
- aumentar o desconforto
- influenciar o risco de recidiva
Isso não impede o tratamento, mas exige atenção especial no preparo, na técnica escolhida e no acompanhamento após a cirurgia.
Hérnia em pessoas fisicamente ativas

Pessoas que praticam atividades físicas, especialmente aquelas que exigem esforço abdominal (core), costumam ter receio de parar ou perder desempenho. Essas atividades mais comuns são: jiu-jitsu, judô, crossfit, hyrox, fisiculturismo, musculação.
A boa notícia é que, com o tratamento adequado:
- é possível retornar às atividades após cirurgia e período de recuperação
- o retorno é feito de forma gradual
- o objetivo é voltar com mais segurança do que antes
A cirurgia não deve ser vista como um obstáculo, mas como uma forma de proteger o corpo e ficar apto a desenvolver a atividade que desejar.
Leia também:
https://allanantonelli.com.br/diastase-abdominal-cirurgia-robotica/
https://sbhernia.org.br/hernia/
https://allanantonelli.com.br/cirurgiao-geral-cuidado-completo-tecnica-precisa-e-decisao-segura/