Dr. Allan Antonelli

Imagem evidenciando hérnia umbilical.
Hérnia umbilical. Em evidência defeito na parede abdominal com insinuação de alça intestinal.

O que é uma hérnia da parede abdominal?

As hérnias acontecem quando a parede abdominal apresenta um ponto de fraqueza e parte do conteúdo interno, geralmente gordura ou uma alça do intestino, passa a empurrar essa região, formando um abaulamento que pode ser visto ou percebido ao toque.

A parede abdominal funciona como uma proteção dos órgãos internos. Quando essa estrutura enfraquece em algum ponto, a hérnia se desenvolve.

Isso costuma ficar mais evidente quando há aumento da pressão abdominal, como ao:

  • fazer esforço
  • tossir
  • levantar-se
  • permanecer muito tempo em pé

Por que as hérnias surgem?

A hérnia é consequência de uma perda de resistência da parede abdominal, que deixa de conter adequadamente o que está dentro do abdome.

A parede abdominal enfraquece com o tempo?

Sim. Assim como a pele e as articulações, os tecidos da parede abdominal também envelhecem.

Esse processo é lento e muitas vezes passa despercebido, até que o abaulamento se torne visível.

Fatores que podem acelerar esse enfraquecimento incluem:

  • tabagismo
  • sobrepeso
  • sedentarismo
  • doenças que prejudicam a cicatrização

Existe hérnia “de nascença”?

Sim. Algumas pessoas já nascem com pontos naturalmente mais frágeis na parede abdominal.

Essas fragilidades podem permanecer silenciosas por anos e se manifestar mais tarde, após esforço, gravidez, ganho de peso ou mesmo sem um fator evidente.

O papel do esforço, da tosse, do peso e das cirurgias

Esses fatores geralmente não criam a hérnia sozinhos, mas atuam como gatilhos sobre uma parede já fragilizada:

  • Esforço físico repetido aumenta a pressão dentro do abdome
  • Tosse crônica faz a parede abdominal ser pressionada dezenas de vezes ao dia
  • Excesso de peso sobrecarrega continuamente os tecidos
  • Cirurgias prévias podem deixar áreas de menor resistência no local da cicatriz

Qual o médico que trata hérnias abdominais?

As hérnias da parede abdominal são tratadas pelo Cirurgião Geral, especialmente por profissionais com experiência específica no tratamento dessas condições.

O Dr. Allan Antonelli é cirurgião com atuação especializada no tratamento das hérnias da parede abdominal, dedicando-se ao diagnóstico e correção de todos os tipos de hérnias. Seu trabalho é voltado para oferecer tratamentos seguros e modernos, sempre considerando as características de cada paciente e de cada tipo de hérnia.

Formação e atuação profissional

  • Residência em Cirurgia Geral Avançada pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP)
  • Assistente do Grupo de Parede Abdominal do HC-FMUSP
  • Doutorado em andamento pela Faculdade de Medicina da USP
  • Membro do Corpo Clínico do Hospital Sírio-Libanês e da Rede D’Or São Luiz e Star

Essa formação e atuação em centros de referência permite oferecer um cuidado baseado em experiência clínica, atualização científica e planejamento individualizado, buscando sempre o melhor resultado para cada paciente.

Dr. Allan atende no Bairro Bela Vista em São Paulo – SP.

Como saber se tenho hérnia?

O “caroço” que aparece e some

O sinal mais comum é um abaulamento visível ou palpável, que costuma:

  • aparecer ao ficar em pé
  • surgir com esforço ou tosse
  • diminuir ou desaparecer ao deitar

Dor, desconforto ou apenas incomodo

A dor varia bastante. E quando surge é no local.
Algumas hérnias causam apenas:

  • sensação de peso
  • leve incômodo
  • desconforto progressivo ao longo do dia

A dor depende de fatores como:

  • tamanho
  • localização
  • tempo de evolução
  • pressão sobre os tecidos

Sinais que costumam preocupar

Alguns sinais indicam evolução do quadro e merecem atenção:

  • aumento do abaulamento
  • dor mais frequente ou intensa
  • dificuldade para reduzir o caroço
  • endurecimento local
  • impacto nas atividades diárias

Tipos de hérnias  

Imagem que evidencia alguns dos tipos de hérnias de parede abdominal: epigástrica, umbilical, Spiegel, inguinal e femoral.
Imagem que evidencia alguns dos tipos de hérnias de parede abdominal: epigástrica, umbilical, Spiegel, inguinal e femoral.

As hérnias podem surgir em diferentes regiões do corpo. Na prática, o que muda para quem sente ou observa é o local onde aparece o abaulamento e como ele se comporta no dia a dia.

Entender isso ajuda muito a reconhecer o problema e a buscar avaliação com mais segurança.

Hérnia na virilha (Hérnias inguinal e femoral)

A hérnia na virilha é a mais comum. Um em cada quatro homens terá hérnia inguinal durante a vida.
Ela aparece como um inchaço na região entre o abdome e a parte superior da coxa.

Muitas pessoas percebem:

  • um caroço que surge ao ficar em pé
  • desconforto ao caminhar, tossir ou carregar peso
  • sensação de peso ou pressão local

Hérnia umbilical e epigástrica

A hérnia no umbigo aparece como um abaulamento no próprio umbigo ou ao redor dele. E as epigástricas surgem acima do umbigo.
Podem ser pequenas e discretas ou tornar-se mais evidente com o tempo.

Costumam:

  • aparecer ou aumentar ao esforço
  • ser mais perceptível em pé
  • causar pouco ou nenhum desconforto no início

Algumas pessoas relatam sensibilidade local ou incômodo estético, mesmo sem dor.

As umbilicais são relativamente comuns após gestações ou ganho de peso, mas também podem surgir em pessoas que nunca passaram por essas situações.

Hérnia no local de uma cirurgia antiga (Hérnias Incisionais)

Nesse caso, o abaulamento surge no local ou próximo a uma cicatriz cirúrgica antiga, mesmo que a cirurgia tenha sido realizada há muitos anos.

Esse tipo de hérnia costuma:

  • causar perda de contorno abdominal e funcionalidade da parede
  • crescer de forma gradual
  • causar desconforto ao esforço 
  • restrição de atividades 

Hérnias lombares

A hérnia lombar é uma hérnia rara da parede abdominal posterior, que surge na região lateral das costas, entre as costelas e o quadril.
Não deve ser confundida com hérnia de disco, que é um problema da coluna.

Ela ocorre quando há um ponto de fragilidade nessa região, permitindo a formação de um abaulamento, que pode aparecer ao ficar em pé ou ao esforço.

Sintomas mais comuns:

  • caroço ou inchaço na lateral das costas
  • sensação de peso ou desconforto local
  • dor lombar leve a moderada
  • em alguns casos, ausência de dor

Hérnia pode piorar com o tempo?

Sim. A hérnia tende a crescer de forma lenta e progressiva.

Com o tempo, o ponto frágil:

  • se alarga
  • perde resistência
  • torna o abaulamento mais evidente

 Algumas hérnias crescem sem causar dor intensa, mas passam a gerar:

  • sensação de peso
  • limitação para atividades físicas
  • insegurança em movimentos simples

Ou seja, mesmo sem dor importante, a hérnia pode impactar a qualidade de vida.

Quando a hérnia vira um problema urgente

Imagem evidencia hérnia inguinal esquerda encarcerada.
Imagem evidencia hérnia inguinal esquerda encarcerada.

A hérnia precisa de avaliação imediata quando:

  • há dor intensa e contínua
  • o abaulamento endurece
  • não reduz ao deitar
  • surgem náuseas ou mal-estar

Como é feito o diagnóstico da hérnia

O principal passo para identificar uma hérnia é a avaliação feita pelo médico.
Durante a consulta, o médico observa e examina a região onde existe a suspeita de hérnia, geralmente pedindo para o paciente:

  • ficar em pé
  • tossir levemente
  • fazer pequenos movimentos

Em muitos casos, só esse exame já é suficiente para confirmar o diagnóstico.

Quando os exames de imagem são necessários:

  • avaliar a dimensão e conteúdo da hérnia
  • o abaulamento não é claro
  • a dor existe sem um caroço evidente
  • a hérnia é pequena ou profunda
  • há dúvida sobre o tipo ou extensão

Os exames mais utilizados são:

  • tomografia (melhor exame)
  • ultrassonografia

Sendo que eles sempre devem ser realizados enquanto o paciente faz esforço.

Essas informações são fundamentais para decidir se e quando tratar, e qual abordagem é mais adequada.

Existe tratamento sem cirurgia?

A hérnia não se fecha sozinha.
Pode ser acompanhada quando pequena e assintomática, mas não há tratamento definitivo sem cirurgia.

Medicamentos aliviam sintomas, mas não corrigem o problema.

Formas de tratar a hérnia

Cirurgia aberta

Na cirurgia aberta, o acesso é feito diretamente sobre a região da hérnia.
É uma técnica consolidada, segura e ainda muito utilizada em situações específicas.

Costuma ser indicada quando:

  • paciente tem contraindicação em realizar por laparoscopia ou robótica
  • em hérnia gigantes
  • hérnias em locais de cirurgias prévias (incisionais) com lesões de pele associadas

Cirurgia laparoscópica

A cirurgia laparoscópica utiliza pequenos cortes e uma câmera para visualizar o interior do abdome.
Ela permite corrigir a hérnia com menor agressão à parede abdominal em comparação à cirurgia aberta.

Para muitos pacientes, isso se traduz em:

  • menos dor no pós-operatório
  • recuperação funcional mais rápida
  • retorno mais precoce às atividades

Cirurgia robótica: precisão e conforto na recuperação

Cirurgia robótica minimamente invasiva para tratamento de hérnia

A cirurgia robótica representa um avanço importante no tratamento das hérnias da parede abdominal.

Nessa técnica, o cirurgião controla um sistema robótico que permite:

  • movimentos extremamente precisos
  • melhor visualização da região operada
  • maior controle dos tecidos da parede abdominal

Para o paciente, os principais benefícios costumam ser:

  • cortes menores
  • menor trauma da parede abdominal
  • menor dor no pós-operatório em muitos casos
  • recuperação mais confortável
  • retorno mais rápido às atividades habituais

Uso de tela na cirurgia de hérnia

Quando se fala em cirurgia de hérnia, a palavra “tela” costuma causar preocupação.
Por isso, é importante entender o que ela é, por que é usada e quando faz sentido utilizá-la.

O que é a tela cirúrgica

A tela é um material médico desenvolvido para reforçar a parede abdominal no local onde ela estava frágil.
Ela funciona como um suporte, ajudando o corpo a recuperar resistência naquela região.

Não é um corpo estranho solto nem algo improvisado.
As telas utilizadas atualmente são feitas para conviver com o organismo de forma segura.

Por que a tela é usada na cirurgia de hérnia?

A tela ajuda a:

  • distribuir melhor a força na parede abdominal
  • reduzir a tensão sobre os tecidos
  • diminuir o risco de a hérnia voltar

A tela fica para sempre no corpo?

Sim. Com o tempo, o próprio organismo incorpora a tela, formando um tecido mais resistente naquela área.

O paciente não sente a tela no dia a dia e não precisa de cuidados especiais por causa dela após a cicatrização.

Medos comuns  

“A tela pode se soltar?”
Quando bem posicionada e fixada, isso é raro.

“A tela causa dor crônica?”
A grande maioria dos pacientes não apresenta dor relacionada à tela. Dor persistente não é o esperado e deve ser avaliada.

“A tela pode causar rejeição?”
As telas modernas são desenvolvidas para reduzir esse risco. Complicações são incomuns quando a indicação é adequada.

Recuperação após a cirurgia

A recuperação após a cirurgia de hérnia costuma ser progressiva e previsível, especialmente quando o procedimento é planejado e bem indicado.
Cada pessoa tem seu ritmo, mas alguns pontos são comuns à maioria dos pacientes.

Dor no pós-operatório: o que é esperado

É normal sentir dor ou desconforto nos primeiros dias.
Na maioria dos casos, essa dor é:

  • leve a moderada
  • localizada na região operada
  • controlada com medicação simples

Sensação de repuxamento, inchaço leve e sensibilidade ao toque também fazem parte do processo de cicatrização.

A dor costuma diminuir de forma gradual ao longo dos dias.

Movimentos e atividades nos primeiros dias

Logo após a cirurgia, o paciente já é estimulado a:

  • caminhar
  • sentar e levantar com cuidado
  • retomar atividades leves

O repouso absoluto não é recomendado, pois o movimento ajuda na recuperação.

Retorno ao trabalho e às atividades físicas

O tempo de retorno varia conforme:

  • tipo de hérnia
  • técnica cirúrgica utilizada
  • atividade profissional do paciente

De forma geral:

  • atividades leves são retomadas em poucos dias
  • trabalhos que exigem esforço físico precisam de mais tempo
  • exercícios físicos são liberados de forma gradual

Tudo isso é orientado de maneira individual durante o acompanhamento.

Hérnia em situações especiais

Hérnia em pessoas idosas

Com o avanço da idade, a parede abdominal tende a ficar mais frágil e a cicatrização pode ser mais lenta.
Ainda assim, muitas pessoas idosas se beneficiam muito do tratamento da hérnia, especialmente quando ela causa dor, limita movimentos ou interfere na rotina.

A decisão considera:

  • estado geral de saúde
  • presença de outras doenças
  • impacto da hérnia na qualidade de vida

Em muitos casos, operar de forma planejada é mais seguro do que lidar com uma urgência.

Hérnia em pessoas com sobrepeso ou obesidade

O excesso de peso aumenta a pressão sobre a parede abdominal, o que pode:

  • favorecer o surgimento da hérnia
  • aumentar o desconforto
  • influenciar o risco de recidiva

Isso não impede o tratamento, mas exige atenção especial no preparo, na técnica escolhida e no acompanhamento após a cirurgia.

Hérnia em pessoas fisicamente ativas

Pessoas que praticam atividades físicas, especialmente aquelas que exigem esforço abdominal, costumam ter receio de parar ou perder desempenho.

A boa notícia é que, com o tratamento adequado:

  • é possível retornar às atividades
  • o retorno é feito de forma gradual
  • o objetivo é voltar com mais segurança do que antes

A cirurgia não deve ser vista como um obstáculo, mas como uma forma de proteger o corpo.

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