Dr. Allan Antonelli

Cirurgião Geral na USP

O cirurgião geral é o médico responsável pelo diagnóstico e tratamento cirúrgico de diversas doenças, especialmente aquelas relacionadas ao aparelho digestivo, à parede abdominal e às situações de urgência.

Trata-se de uma especialidade central da medicina, que exige formação abrangente, raciocínio clínico refinado e domínio técnico de diferentes abordagens cirúrgicas, desde procedimentos tradicionais até técnicas minimamente invasivas.

Mais do que realizar cirurgias, o cirurgião geral acompanha o paciente em todas as etapas: avaliação inicial, definição da melhor estratégia terapêutica, execução do procedimento e seguimento pós-operatório. O objetivo é garantir segurança, previsibilidade e o melhor resultado funcional possível.

Quem sou eu

Meu nome é Allan, sou médico Cirurgião Geral. 

Formado em Medicina pela Universidade Federal do Tocantins, realizei Residência em Cirurgia Geral no Hospital do Servidor Municipal de São Paulo e Residência em Cirurgia Geral Avançada no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP), onde atuei como preceptor da Residência Médica de Cirurgia Geral na área de Parede Abdominal.

Minha prática é baseada em evidência científica, atualização constante e, sobretudo, no compromisso com um atendimento ético, humanizado e individualizado, buscando sempre oferecer segurança, clareza e confiança em cada etapa do cuidado.

Atualmente, sou doutorando pela Faculdade de Medicina da USP e exerço atividade como cirurgião geral no Hospital das Clínicas da USP no grupo de Parede Abdominal, cirurgião de retaguarda do Pronto Atendimento em Cirurgia Geral no Hospital Sírio-Libanês e na Rede D’Or São Luiz. Meu consultório é no Bairro Bela Vista em São Paulo.

Cirurgião Geral São Paulo

O que faz o Cirurgião Geral?

Na prática, o cirurgião geral realiza uma avaliação clínica detalhada, considerando os sintomas, o histórico de saúde e os exames complementares de cada paciente. A partir dessa análise, define se há necessidade de tratamento cirúrgico e qual é o momento mais adequado para realizá-lo. 

Cada procedimento é planejado com foco em segurança, previsibilidade e no melhor resultado possível. Sempre que indicado, prioriza técnicas minimamente invasivas, que podem proporcionar recuperação mais rápida e menor desconforto. 

Além de realizar cirurgias eletivas e de urgência, o cirurgião acompanha de perto o pós-operatório, orientando os cuidados necessários e o retorno gradual às atividades. Também atua na prevenção e no manejo de possíveis complicações, garantindo um cuidado completo em todas as etapas do tratamento.

Quando buscar atendimento com um Cirurgião Geral?

A consulta é recomendada quando houver:

  • Dor abdominal persistente ou que se repete com frequência
  • Abaulamento no abdome ou na virilha percebido ao realizar esforços
  • Aumento de volume ou desconforto em região de hérnia
  • Sintomas digestivos frequentes, como azia, queimação ou dor após as refeições
  • Alterações no hábito intestinal, fezes com sangue
  • Emagrecimento sem causa aparente
  • Presença de nódulos ou lesões na pele que necessitem avaliação

Buscar orientação médica nesses casos permite diagnóstico precoce e definição do melhor momento para tratamento.

E em situações de urgência?

Procure atendimento imediato se apresentar:

  • Dor abdominal intensa e súbita
  • Febre associada à dor abdominal
  • Vômitos persistentes
  • Distensão abdominal importante
  • Suspeita de apendicite
  • Suspeita de inflamação da vesícula
  • Sinais de obstrução intestinal
  • Vômitos com sangue
  • Fezes com sangue
  • Traumas abdominais decorrentes de acidentes ou quedas

A avaliação precoce permite diagnóstico adequado, melhor planejamento terapêutico e, em muitos casos, possibilita tratamento menos invasivo e recuperação mais rápida.

Principais doenças tratadas pelo Cirurgião Geral

O cirurgião geral trata uma variedade de doenças que podem exigir abordagem cirúrgica, especialmente aquelas relacionadas ao abdome, parede abdominal e órgãos digestivos. Veja os principais:

Parede abdominal

  • Diástase abdominal:

É o afastamento dos músculos do abdome, comum após gestação ou grande perda de peso. Pode causar abaulamento na região central da barriga, sensação de fraqueza abdominal e desconforto estético ou funcional.

Veja mais sobre diástase em: https://allanantonelli.com.br/diastase-abdominal-entenda-o-problema-e-conheca-a-correcao-robotica/

Imagem evidencia diástase dos retos abdominas.
Imagem mostra músculos retos abdominais marcados em vermelho e a diástase nas setas amarelas.
  • Hérnia inguinal: Ocorre quando uma parte do conteúdo abdominal abaula pela região da virilha. Geralmente se manifesta como um caroço que pode aumentar ao esforço e causar dor ou desconforto.
  • Hérnia umbilical: Surge na região do umbigo, formando um abaulamento visível ou palpável. Pode causar dor e tende a aumentar com o tempo.
  • Hérnia epigástrica: Localiza-se na parte superior do abdome, acima do umbigo. Pode causar dor localizada ou desconforto ao esforço.
  • Hérnia incisional: Aparece sobre cicatrizes de cirurgias anteriores.
  • Hérnias lombares: Mais raras, surgem na região posterior do abdome e também estão associadas à fraqueza muscular.

Veja mais sobre hérnias em: https://allanantonelli.com.br/hernias-abdominais/

Imagens com vários tipos de hérnias abdominais
Imagem que evidencia alguns dos tipos de hérnias de parede abdominal: epigástrica, umbilical, Spiegel, inguinal e femoral.

Gastrointestinal

  • Colelitíase (pedra na vesícula)

É a formação de cálculos dentro da vesícula biliar. Pode causar dor abdominal intensa, principalmente após refeições mais gordurosas, e pode evoluir para inflamação ou outras complicações. Veja mais sobre em: https://allanantonelli.com.br/pedra-na-vesicula/

Imagem evidenciando pedras na vesícula biliar(colelitíase).
Imagem evidenciando pedras na vesícula biliar(colelitíase).
  • Pancreatite aguda biliar

Inflamação do pâncreas geralmente provocada por cálculos que saem da vesícula biliar e obstruem os canais de drenagem. Costuma causar dor abdominal intensa e vários episódios de vômitos, requer avaliação médica imediata. E após melhora do quadro, programar a retirada da vesícula biliar.

  • Coledocolitíase

Ocorre quando um cálculo sai da vesícula biliar e fica preso no canal principal da bile (colédoco). Pode provocar dor, icterícia (pele e olhos amarelados) e infecção, sendo uma condição que necessita tratamento especializado.

Imagem evidenciando pedras na vesícula que migraram para o canal biliar (colédoco).
Imagem evidenciando pedras na vesícula que migraram para o canal biliar (colédoco).
  • Doença do refluxo gastroesofágico

Acontece quando o conteúdo ácido do estômago retorna para o esôfago, causando azia, queimação no peito e desconforto após as refeições.

Imagem evidenciando conteúdo gástrico refluindo para o esôfago.
Imagem evidenciando conteúdo gástrico refluindo para o esôfago.
  • Hérnia de hiato

É uma alteração anatômica em que parte do estômago se desloca para o tórax através do diafragma. Frequentemente está associada ao refluxo e pode intensificar os sintomas.

Comparação de anatomia normal com hérnia de hiato.
Imagem comparando anatomia normal (esquerda) com hérnia de hiato (direita).
  • Doença diverticular e diverticulite

Pequenas bolsas que se formam no intestino grosso associado a constipação intestinal e idade, que são assintomáticas, mas que podem inflamar, causando dor abdominal, febre, alteração de hábito intestinal e em casos graves necessidade de cirurgia na urgência.

Imagem evidenciando doença diverticular do intestino grosso, onde se formam bolsas, que podem inflamar causando diverticulite.
Imagem evidenciando doença diverticular do intestino grosso, onde se formam bolsas, que podem inflamar causando diverticulite.
  • Doenças do estômago

Incluem inflamações, úlceras e outras alterações estruturais que podem provocar dor, sangramento, perda de peso ou dificuldade para se alimentar.

paciente com úlcera péptica
Dor abdominal por úlcera gástrica.
  • Hemorragia digestiva

Sangramento que pode ocorrer em qualquer parte do sistema digestivo, manifestando-se por vômitos com sangue ou fezes escurecidas, sendo uma situação que exige avaliação médica imediata. Existem várias causas, as mais comuns sendo úlcera gástrica, úlcera duodenal e tumores.

  • Tumor de estômago

Crescimento anormal de células na parede do estômago. Pode causar dor abdominal, perda de apetite, emagrecimento, sangramento intestinal e anemia. O tratamento é em conjunto com oncologia e cirurgia.

Estomago com cancer
Estômago com lesão neoplásica em crescimento.
  • Tumor de intestino

Alteração tumoral no intestino grosso ou delgado, podendo se manifestar por alteração do hábito intestinal, sangramento nas fezes ou dor abdominal. A cirurgia é parte fundamental do tratamento.

cancer colorretal
Imagem evidenciando tumor em crescimento no intestino grosso (sigmoide).
  • Tumor de pâncreas

Na fase inicial, costuma não causar sintomas, o que dificulta o diagnóstico precoce. Quando presentes, os sinais podem incluir dor abdominal, perda de peso, icterícia (pele e olhos amarelados), falta de apetite e fraqueza. O tratamento depende do estágio da doença, podendo envolver cirurgia, quimioterapia e, eventualmente, radioterapia. A cirurgia é a principal opção com potencial curativo quando o tumor é identificado precocemente.

cancer de pancreas
Imagem evidenciado tumo em crescimento no pâncreas.

Doença orificial

  • Hemorroidas: Dilatação das veias da região anal, podendo causar dor, sangramento e desconforto ao evacuar.
Imagem evidenciando doença hemorroidária interna e externa.
Imagem evidenciando doença hemorroidária interna e externa.
  • Abscesso perianal: Infecção na região anal que provoca dor intensa e necessita drenagem cirúrgica.

Tecidos moles e pele

  • Lipomas: Tumores benignos formados por gordura, geralmente indolores e de crescimento lento.
  • Cisto pilonidal: Processo inflamatório na região próxima ao cóccix, que pode causar dor, secreção e infecção recorrente.
  • Cistos sebáceos: Lesões benignas na pele formadas pelo acúmulo de secreção das glândulas sebáceas.
  • Nódulos cutâneos: Pequenas formações na pele que podem necessitar avaliação para definição diagnóstica.
  • Biópsias de pele e tecidos moles: Procedimentos realizados para confirmar o diagnóstico de lesões suspeitas.
lipoma em braço
Imagem evidenciando lipoma em braço.

Urgência e emergência

  • Apendicite aguda:

É a inflamação do apêndice cecal, que se apresenta inicialmente com dor abdominal em torno do umbigo e migra para lado inferior direito do abdome, podendo estar associado a perda de apetite, náuseas, vômitos e febre. O tratamento é sempre cirúrgico e dever ser realizado de urgência.

  • Colecistite aguda: Inflamação da vesícula biliar, frequentemente associada a cálculos.
  • Úlcera perfurada: Complicação grave do estômago, em que ocorre perfuração da parede gástrica.
  • Obstrução intestinal: Interrupção do funcionamento normal do intestino, causando dor e distensão abdominal. Pode ser causado por aderências de cirurgias anteriores ou tumores.
  • Traumas abdominais: Lesões internas decorrentes de acidentes ou impactos, que podem exigir intervenção imediata.

Procedimentos realizados pelo Cirurgião Geral

Correção de hérnias

Inguinal, umbilical, epigástrica, incisional, lombar: cirurgia indicada quando há abaulamento provocado por um defeito na parede abdominal. Pode ser realizada por:

  • Laparoscópica: por pequenas incisões, com menor dor e recuperação mais rápida;
  • Robótica: técnica minimamente invasiva que oferece maior precisão de movimentos e visão ampliada em alta definição;
hernia inguinal robotica
Cirurgia de hérnia inguinal robótica com 3 incisões de 8mm.
  • Aberta: com incisão direta sobre a hérnia, indicada em alguns casos específicos.

Correção de diástase abdominal

Procedimento para reposicionar os músculos do abdome que estão afastados, melhorando função abdominal e contorno. Grande avanço atualmente é ser realizado via robótica.

correção de diástase
Fechamento da diástase.

Colecistectomia (retirada da vesícula biliar)

Indicada principalmente em casos de pedra na vesícula e inflamações. É uma cirurgia segura e rápida, mas em alguns casos pode ser desafiadora. Por esse motivo sempre busque um cirurgião com referências.

As vias podem ser:

  • Laparoscópica: técnica mais utilizada, com pequenas incisões;
  • Aberta: reservada para casos específicos.
Imagem mostra os locais onde são feitas as incisões para colocar os instrumentos da laparoscopia na cirurgia de vesícula.
Imagem mostra os locais onde são feitas as incisões para colocar os instrumentos da laparoscopia na cirurgia de vesícula.

Apendicectomia (retirada do apêndice)

Indicada nos casos de apendicite aguda (inflamação do apêndice). A via preferencial é a laparoscopia, a dos furinhos, que na cirurgia de apêndice são 3. Em casos iniciais a recuperação é rápida e retorno às atividades em poucos dias.

  • Laparoscópica: abordagem mais comum;
  • Aberta: reservado para casos específicos
Imagem mostra os locais onde são feitas as incisões para colocar os instrumentos da laparoscopia na cirurgia de apêndice.
Imagem mostra os locais onde são feitas as incisões para colocar os instrumentos da laparoscopia na cirurgia de apêndice.

Esplenectomia (retirada do baço)

Indicada em doenças hematológicas, traumas ou tumores. Pode ser realizada por laparoscopia ou cirurgia aberta, dependendo do tamanho do órgão e da condição clínica.

Colectomia (cirurgia do intestino grosso)

Retirada parcial ou total do intestino grosso (cólon), indicada em casos de câncer, diverticulite complicada ou outras doenças graves (complicações da Doença de Crohn, sangramento intestinal e retocolite ulcerativa.)

  • Segmentar (parcial): quando apenas uma parte do intestino é removida;
  • Total: quando todo o cólon é retirado;
  • Realizada por laparoscopia, robótica  ou cirurgia aberta, conforme o caso.
Imagem mostrando o antes e depois da retirada do intestino grosso do lado direito.
Imagem mostrando o antes e depois da retirada do intestino grosso do lado direito.

Cirurgia do intestino delgado

Indicada para tumores, obstruções ou complicações inflamatórias. Consiste na retirada do segmento comprometido, com reconstrução do trânsito intestinal.

Gastrectomia (cirurgia do estômago)

Indicada principalmente no tratamento de câncer gástrico ou outras doenças, como úlceras grandes. Pode ser:

  • Parcial: retirada de parte do estômago;
  • Total: retirada completa do estômago;
  • Realizada por técnica aberta, laparoscópica ou robótica, conforme indicação.
Imagem mostra os tipos gastrectomias (retirada do estômago).
Imagem mostra os tipos gastrectomias (retirada do estômago).

Pancreatectomia (cirurgia do pâncreas)

Indicada em casos de tumores ou lesões pancreáticas. Pode ser:

  • Pancreatectomia distal: retirada da parte final do pâncreas;
  • Duodenopancreatectomia: procedimento mais complexo, envolvendo cabeça do pâncreas e duodeno;

Orificiais

  • Hemorroidectomia: cirurgia para tratamento de hemorroidas sintomáticas.
  • Drenagem de abscesso perianal: procedimento para tratar infecções na região anal.

Partes Moles

  • Retirada de lipomas: remoção de tumores benignos de gordura.
  • Cirurgia de cisto pilonidal: indicada em casos de inflamações recorrentes na região sacral.
  • Retirada de cistos sebáceos e nódulos cutâneos: procedimentos simples realizados com pequena incisão.
  • Biópsias de pele e tecidos moles: coleta de fragmento para análise diagnóstica.


Atendimento individualizado e decisão segura

Cada paciente tem uma história, sintomas e expectativas próprias. Por isso, acredito em uma avaliação cuidadosa, com escuta atenta e tempo dedicado para compreender cada detalhe.

A decisão cirúrgica não deve ser tomada de forma automática. Ela precisa ser baseada em critérios técnicos, evidência científica atualizada e, principalmente, em uma análise individual dos riscos e benefícios para cada pessoa.

A consulta especializada é o primeiro passo para esclarecer dúvidas, entender as possibilidades de tratamento e construir, juntos, a estratégia mais segura e adequada para o seu caso.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *